Na Morte de Mário Soares

A PSIJUS manifesta o seu profundo pesar pela morte do antigo Presidente da República, Dr. Mário Soares, figura única do século XX português e grande referência da cena política internacional.

Seu primeiro serviço

Diga mais sobre este item. Sobre o que é este item e o que há de interessante nele? Dê às pessoas as informações necessárias para continuar e tomar a ação que você deseja. Para personalizar este item, clique aqui > Adicionar e Gerenciar Itens.

Seu segundo serviço

Diga mais sobre este item. Sobre o que é este item e o que há de interessante nele? Dê às pessoas as informações necessárias para continuar e tomar a ação que você deseja. Para personalizar este item, clique aqui > Adicionar e Gerenciar Itens.

Seu terceiro serviço

Diga mais sobre este item. Sobre o que é este item e o que há de interessante nele? Dê às pessoas as informações necessárias para continuar e tomar a ação que você deseja. Para personalizar este item, clique aqui > Adicionar e Gerenciar Itens.

Please reload

Seminário: 

"A Descriminalização do Consumo de SPA Ilícitas Face às Atuais Exigências"

       A CDT Lisboa em articulação com a PSP- 3ª divisão está a preparar o Seminário "A Descriminalização do Consumo de SPA Ilícitas Face às Atuais Exigências Sociopolítico-Legais", - a realizar  no dia 24 de Novembro, no auditório da escola profissional Gustave Eiffel do Lumiar.

 

               Solicitamos a divulgação deste evento que tem como destinatários técnicos das áreas de saúde e social, autoridades policiais e estudantes.

 

              As inscrições poderão ser feitas através do link:  https://goo.gl/forms/k5uSixlvqUMLburH2

 

A entrada é livre mas com inscrição obrigatória e limitada.

Informação

       Dando seguimento a mandato expresso da Assembleia Geral, a Direção da PSIJUS – Associação para a Intervenção Juspsicológica, representada pela vice-presidente, Maria Cunha Louro, e pela secretária da Direção, Cátia Matias Monteiro, reuniu com a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), representada pela colega da Direção da OPP, Renata Benavente.

Esta reunião, que se sucede a várias que tiveram lugar no mandato do Bastonário anterior, visou comunicar à Ordem a posição da PSIJUS no que tange a várias problemáticas que afetam e prejudicam os psicólogos forenses, matérias que foram, aliás, amplamente discutidas em sede da I Convenção de Psicologia Forense e Intervenção Juspsicológica, reunida em Lisboa, em 18 e 19 de Maio.

Na reunião abordaram-se três grandes vetores: 

              a) Área da Psicologia Forense: ética; responsabilidade e competências;

             b) Especialidade Avançada em Psicologia da Justiça: a necessidade de os candidatos possuírem grau académico nesta área e a definição dos critérios e pressupostos de avaliação para atribuição da especialidade e respetivas limitações; e,   

        c) Estágios profissionais: questionamento sobre a pertinência de obrigatoriedade de  estágio profissional, quando já existe um estágio curricular, devidamente acreditado. Cumulativamente, suscitámos um problema da maior relevância para os jovens que pretendem aceder à profissão: a falta de disponibilização de estágios, em virtude de muitas instituições se recusarem a remunerar o trabalho. parece, de facto, que a OPP opta por uma linha de ação nitidamente elitista e cerceadora do direito de muitos mestres acederem à profissão, porque não podem dispensar-se de salário para realizarem o estágio profissional exigido, o que coloca a necessidade de se encontrarem novos rumos que possam proteger e garantir a qualidade dos psicólogos. efetivamente, a obrigatoriedade deste estágio, nas condições fixadas, põe em risco o direito constitucional de exercício de uma profissão para a qual os graduados dispõem de currículo e grau académicos.


Renata Benavente comprometeu-se a transmitir as mencionadas preocupações da PSIJUS aos órgãos da OPP, de molde a encontrar respostas e soluções, as quais serão transmitidas a posteriori à PSIJUS.

Pela nossa parte, afirmámos a nossa disponibilidade para cooperarmos com a OPP, como, de resto, sempre aconteceu, mas também a firme decisão de prosseguirmos em defesa da Psicologia Forense e dos direitos dos seus profissionais.

DOUTORAMENTO DE MARIA CUNHA LOURO

   Maria Cunha Louro, representante de Portugal  junto da Asociación Iberoamericana de Psicología Jurídica (AIPJ) e vice-presidente da Direção da PSIJUS, realizou a prova pública de doutoramento em Ciências Forenses, ramo de Psicologia Forense, na Universidade de Murcia (UMU), no passado dia 17 de Março.

       À  tese apresentada, intitulada Uma perspetiva psicológico-jurídica da violência de género, orientada por Carlos Alberto Poiares, tutelada na UMU por Bartolomé Llor Esteban,

foi atribuída a classificação mais elevada (sobresaliente  cum laude, por unanimidade).

Parabéns!

"O ICEBERG DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA"

por Maria Cunha Louro

          "A violência doméstica é um tema atual, não apenas em Portugal, mas em todos os países. Apesar disso, não se trata de um problema novo, antes uma complexa questão social, de todos os tempos, que o devir comunitário e a crescente consciência coletiva sobre a dimensão e efetividade dos direitos vêm impondo..."

Para continuar a ler: http://www.accaosocialista.pt/#/488/o-iceberg-da-violencia-domestica

!! COMUNICADO !!

          Face às gravíssimas imputações formuladas por três advogados ao Instituto de Segurança Social e ao Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses, no programa da RTP Sexta às 11, no pretérito dia 10 de Fevereiro, a Direção da PSIJUS – Associação para a Intervenção Juspsicológica considera indispensável o apuramento dos factos e o cabal esclarecimento da verdade, de molde a determinar-se se, como referiram os causídicos, estamos perante um poder autocrático e viciado, suscetível de deturpar a ação dos tribunais.

Nesta conformidade, entende a PSIJUS que o governo deve atuar rapidamente, mediante a instauração dos procedimentos de averiguação cabíveis e com a célere apresentação de dados e a inerente atribuição de responsabilidades, se esse for o caso.

 

 

Lisboa, 14 de Fevereiro de 2017

A PSIJUS decidiu constituir os seguintes dispositivos de prestação de serviços à comunidade, que serão disponibilizados durante o presente ano:

PANÓPTICO

Dispositivo de intervenção na violência, abrangendo as diversas manifestações de violência familiar, psicoafectiva e de género; como coordenadora, foi nomeada Maria Cunha Louro.

Consultoria Jus Psicológica

Atendendo à procura destes serviços, especialmente por parte de advogados, e ao facto de rarear a oferta, na área de Lisboa, mesmo em contexto universitário, a Direção da PSIJUS institui um dispositivo de prestação de serviços à comunidade em Psicologia Forense e da Intervenção Jus Psicológica, nas vertentes de consulta e consultoria. A coordenação da consulta e avaliação e da consultoria em âmbito judicial será repartida entre Maria Cunha Louro e Carlos Alberto Poiares, respetivamente, cabendo-lhes definir a futura integração de outros associados e os correspondentes planos de formação.

PSIDOMO

A Direção decidiu relançar a PSIDOMO, dispositivo de intervenção com a população mais idosa. Foi designada como coordenadora Cátia Monteiro.

Please reload

Na Morte de Mário Soares

          A PSIJUS manifesta o seu profundo pesar pela morte do antigo Presidente da República, Dr. Mário Soares, figura única do século XX português e grande referência da cena política internacional.

 

        Além de resistente de vida, desde os anos de juventude até praticamente as horas finais, Mário Soares soube estar sempre na linha de combate por uma sociedade mais justa e perfeita, na qual se inseria aquilo que soube construir e que designava como socialismo em liberdade, com o rosto humano, que deve animar as acções políticas. Se Mário Soares resistiu à ditadura salazarenta e marcelista, mesmo nos momentos mais duros das treze prisões por que passou, da deportação e do exílio, foi também um Homem que soube opor-se a todas as tentações de deriva autoritária, quer em 1975 quer na fase recente do passismo austeritário e socialmente insensível.  

         

      Nunca se esquivando à luta, quando em causa estavam os direitos humanos, fosse na defesa do velho jornal República ou na oposição à estúpida invasão do Iraque, desencadeada por interesses em que o governo português, então liderado por Barroso, envolveu o país, Mário Soares assumiu-se sempre como uma voz livre e combativa: o encontro das Esquerdas, na Aula Magna, terá sido porventura o derradeiro ato de resistência que protagonizou. 

 

       Há muitos anos, já depois de ter cessado o exercício presidencial, sondei-o, no sentido de saber se aceitaria a distinção como Associado Honorário, aprovada unanimemente pela nossa assembleia geral, distinção com que pretendíamos homenagear o político que, nos idos de 1976, compreendera, com outros Camaradas, desde logo Almeida Santos, que a toxicodependência não era unicamente um problema criminal, antes uma dimensão da questão social, reclamando tratamento e não punição. Foi nos seus governos, em 1976-1978, que se tornou possível o salto qualitativo que permitiu, vinte e cinco anos volvidos, a descriminalização do consumo e da posse para consumo de drogas. Esta a grande razão, no que à nossa Associação tange, para lhe termos atribuído o grau de Associado Honorário – além se ter sido o fundador da democracia portuguesa!  

 

            Aceitou integrar a PSIJUS, manifestando-se satisfeito com o reconhecimento – uma Pessoa a quem sobraram reconhecimentos muito mais relevantes do que aquela simples homenagem dos psicólogos forenses e técnicos da intervenção jus psicológica! 

Para a minha geração, Soares é uma referência marcante. Para mim, talvez o último elo que me ligava ao Partido Socialista. Ainda quando não me revia em algumas políticas recentes do PS, no tempo do seu anterior líder, recordava-me da lição de Mário Soares sobre a resistência e da sua afirmação de que só é vencido quem desiste de lutar. 

 

          Mário Soares manteve os combates até ao fim; mesmo quendo antecipava que não os ganharia. Em nome da coerência. Em nome dos valores em que acreditava. Por isso estive com ele e, principalmente com Maria Barroso, na campanha de 2006. 

A PSIJUS orgulha-se de ter tido como Associado Honorário esta personalidade singular e ímpar de Portugal e do Mundo. 

Nesta hora de afastamento físico, endereçamos um grande abraço solidário à Isabel e ao João. 

 

Carlos Alberto Poiares 

Presidente da Direção

© 2014 PSIJUS.

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now